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Miguel Arroyo defende na Univerão educação integral plena e plural. “Não apenas escola”, afirma

Foto: Divulgação
"Educação integral não é o mesmo que escola de tempo integral. Partindo da concepção de que o ser humano, sujeito total dotado de conhecimentos e valores, a educação deve dar conta de todas as dimensões da formação humana. A ideia de educação integral coincide com a ideia que requer mais tempo, mas não somente na escola. Existem outros tempos para a formação que devem ser levados em consideração", defendeu o professor da UFMG Miguel Arroyo em suas intervenções na Univerão.

Arroyo participou de mesa redonda no Centro Panamericano de Judô, do Polêmicas Contemporâneas, no IFBA (Itinga), e de vários outros momentos do projeto deixando na Univerão uma contribuição importante para a compreensão do direito da criança a uma formação integral plena e plural, bandeira com a qual ele se tornou conhecido nacionalmente.

"Para as infâncias que não têm tempo e espaço para um digno viver, que ao menos a escola seja esse espaço de digno viver". Ele explicou  que este pensamento é premissa componente da educação integral e frisou que a proposta não é escola em tempo integral, mas sim, educação em tempo integral. "Não se fala em direito a educação, o discurso é direito à aprendizagem e a aprendizagem do que simplesmente será avaliado para que o IDEB seja elevado. O direito a educação integral recupera o tempo da educação", enfatiza.

Na plateia, educadores de Lauro de Freitas e de vários lugares da Bahia e do Brasil tiveram a oportunidade de interagir com o catedrático. A professora Tina Tude pontuou a necessidade do indivíduo  se reconhecer. "Como podemos trabalhar os processos de identidade?", indagou. Já o professor Paulo Aquino, questionou a possibilidade de educação integral poder ser realizada sem tempo integral. Arroyo respondeu defendendo a necessidade de tempo de qualidade para a inserção do processo.

Em Lauro de Freitas,  a proposta de educação de tempo integral foi inserida no início desta gestão através da implementação do conceito Cidade Educadora. A Secretaria Municipal de Educação  (Semed), fomenta atividades complementares às aulas regulares no turno oposto para alunos da rede. "Uma Cidade Educadora é aquela que para além de suas funções tradicionais reconhece, promove e exerce um papel educador na vida dos sujeitos", explicou o gestor da Semed, Paulo Gabriel Nacif.

Neste sábado, além de uma mesa redonda sobre o Fórum Social Mundial  - qyue será realizado este ano na Bahia - vários espaços da cidade foram ocupados com a programação da Festa Turística Etnica Cultural, que integra a Univerão. No domingo a programação será encerrada com show do sambista carioca Diogo Nogueira, na Praça da Matriz. 

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