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Associações acusam caminhoneiros de bloquearem a passagem de cargas de medicamentos, oxigênio e animais vivos durante protesto

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Associações que representam produtores de carne e hospitais alegaram nesta quinta-feira (24/5) que os caminhoneiros estão descumprindo o acordo que prevê a circulação de caminhões que transportam produtos perecíveis, carga viva, medicamentos e oxigênio hospitalar. O protesto já dura quatro dias por rodovias em mais de 20 estados do país.
Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que recebeu relatos de que cargas vivas estão sem alimentação há mais de 50 horas. A entidade também relata que vários caminhões de ração estão paradas, sendo que a situação nas granjas produtoras é “gravíssima”, com falta de insumos e risco iminente de fome para os animais.
“120 plantas frigoríficas – produtoras de carne de frango, perus, suínos e outros estão paradas em todo país. Mais de 175 mil trabalhadores estão com atividades suspensas”, informa a nota da entidade.
A ABPA destaca que os prejuízos ao sistema produtivo são graves e demandarão semanas até que se restabeleça o ritmo normal em algumas unidades produtoras.
Medicamentos e insumos hospitalares
Já a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) – que  representa 104 hospitais privados espalhados em todos os estados brasileiros e duas empresas de homecare,  enviou um comunicado às lideranças grevistas dos caminhoneiros solicitando a liberação de cargas de gases medicinais (como oxigênio, por exemplo), medicamentos e outros insumos hospitalares.
A entidade ressalta que os hospitais associados e parceiros comerciais do segmento começam a detectar queda substancial dos estoques e uma iminente falta de insumos nas instituições de saúde, que pode ameaçar o bem-estar e a vida dos pacientes atendidos.
Os caminhoneiros
Na manhã desta quinta-feira (24/5), o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, garantiu, em Brasília, que os caminhoneiros não estão proibindo a passagem de veículos que transportam itens essenciais como remédios, cargas vivas, produtos perecíveis ou oxigênio para hospital. De acordo com Fonseca, ônibus com passageiros e ambulâncias também estão podendo passar pelos bloqueios.
*AratuOnline

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