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Greve só acaba com queda do preço nas bombas, diz líderes do movimento

Da Redação
Atualizado em 27/05/2018 ás 14:25

Segundo o presidente da Unicam, José Araújo Silva, a manifestação começou de forma 'voluntária' e os líderes não têm o poder de acabar com ela

Foto: Reprodução
Após reconhecer que o governo atendeu a todas as reinvidicações da categoria, o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José Araújo Silva (China), afirmou que a greve deve persistir até que o preço do diesel caia também nas bombas.

Segundo Silva, conhecido como China, os termos do acordo fechado no domingo (27) estão sendo passados para os caminhoneiros. Alguns teriam dito que a paralisação vai continuar.Outros três líderes do movimento afirmaram que o acordo atendia aos pedidos dos caminhoneiros: Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), e Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA).

"Acho que a greve não vai acabar facilmente. O preço do diesel continua o mesmo na bomba, nada mudou", disse ele ao O Globo.

China afirma ainda não ter o poder de acabar com a greve, que começou de forma “voluntária”, depois do “descaso” do governo.

Alguns líderes de movimentos deixam a entender que a paralisação está longe de acabar, pois o preço do diesel nas bombas só vai cair efetivamente quando o governo aprovar o projeto de reoneração da folha de pagamento das empresas. Quando a proposta for sancionada pelo presidente Michel Temer, também serão editadas as medidas para reduzir a carga tributária sobre o combustível.

O projeto já passou pela Câmara e está agora no Senado. Esta foi a contrapartida negociadas pela equipe econômica para compensar a perda de receitas com o corte em tributos sobre o diesel (Cide, PIS e Cofins).

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