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Andrés Iniesta vai jogar no Vissel Kobe do Japão

O jogador do FC Barcelona, que também recebeu ofertas dos EUA, já está com o contrato praticamente acertado para as próximas três temporadas



Andrés Iniesta quis ser dono do seu destino. E esse destino será o Japão. Apesar de ter assinado, em outubro do ano passado, um contrato vitalício com o FC Barcelona, decidiu na última etapa desta temporada que encerraria seus anos como jogador no Camp Nou. Desde então, jogou, consciente de que sua despedida se aproximava, sua última partida da Liga dos Campeões em Roma, sua última Copa del Rey, em Madri, seu último clássico em Barcelona. Se não disse para onde o destino o levaria quando anunciou que esses seriam seus últimos dias no Barça, foi precisamente porque ainda não sabia.
A incógnita foi solucionada logo após o último encontro contra o Madrid, do qual emergiu como herói, abraçado a Zidane, sua camisa nas mãos de Ramos – “Vamos sentir sua falta”, escreveu o sevilhano nas redes sociais –, homenageado pela torcida e até mesmo pelo rival. Não será, enfim, o mercado chinês que acolherá uma das referências internacionais do futebol espanhol, mas o japonês.
Iniesta vai jogar as próximas três temporadas no Vissel Kobe, time japonês vinculado a Hiroshi Mikitani, dono da Rakuten, o patrocinador do FC Barcelona que chegou ao clube por intermédio de Gerard Piqué. O contrato está praticamente acertado, confirmou na noite de segunda-feira a emissora Cadena SER. O capitão do Barcelona receberá cerca de 25 milhões de euros (100 milhões de reais) líquidos para cada temporada, quase o mesmo montante oferecido pelo Chongqing Dangdai Lifan da China.
O contrato, que ainda não está assinado, começou a ser elaborado durante a visita dos diretores da Rakuten no último domingo, no Camp Nou. O Barça foi parte ativa do acordo porque pretende criar, em Kobe, um centro de formação do Barcelona, que seria promovido pelo próprio Iniesta. A empresa japonesa, o mesmo clube onde Michael Laudrup aportou no final da carreira, também assumirá parte da produção de vinho das Bodegas Iniesta, com sede em Fuentealbilla (Albacete).
Iniesta é mais um expoente do Barcelona a optar por encerrar um capítulo na sua evolução desportiva para se permitir alguns anos de bom futebol, ainda que longe da pressão das grandes ligas. O espanhol engrossa a diáspora do grande Barça na última década. Antes dele se foram Xavi, que joga no Al Saad do Qatar, e Mascherano, que trocou a Espanha pelo Hebei Fortune da China, sem esquecer Puyol, que pendurou as chuteiras. Apesar de ter sido precisamente o chinês, um mercado emergente, o destino mais mencionado quando se soube das intenções de Iniesta de deixar o clube, o até agora capitão Barca vai parar no Japão, como fizeram, por exemplo, Carles Rexach e Txiki Beguiristain, além de Laudrup, no final dos anos 1990.
As negociações com o Chongqing Dangdai Lifan, da China, foram encerradas no mesmo domingo depois que o clube chinês comunicou, por meio de nota, que pretendia investir racionalmente em suas contratações e não iria contrariar a política de gastos promovida pelo Governo chinês. Iniesta também havia recebido propostas para jogar nos Estados Unidos.

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