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Mulher usa dados de policial para contratar serviços de TV por assinatura em Portão

Da Redação
Atualizado em 28/08/2018 ás 11:40

Suspeita havia sido presa por furto e usou dados de escrivã para aplicar os golpes.

Foto:Reprodução
Uma mulher de 37 anos é investigada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por utilizar os dados pessoais de uma policial civil para contratar serviços de TV por assinatura. O caso ocorreu na cidade de Portão, a cerca de 46 km de Porto Alegre.

A investigação iniciou em maio, depois que a escrivã solicitou a segunda via de uma conta de sua TV por assinatura. A agente foi informada pela empresa de que havia outra conta em seu nome, em um endereço diferente.

"Eu estranhei, é claro. Cancelei o serviço com a operadora e fui investigar como isso poderia ter acontecido", conta a policial, que prefere não ser identificada, ao G1.

A agente descobriu que havia sido alvo de um golpe. A mulher que contratou o serviço usando os dados da policial havia sido presa por furto de uma farmácia, em janeiro deste ano. O boletim de ocorrência do fato foi registrado pela própria escrivã.

"Quando a gente faz uma ocorrência, vai os dados do policial como comunicante dos fatos. Ela teve acesso a uma cópia desse documento", explica a policial.

Com o nome completo da escrivã em mãos, ela conseguiu descobrir dados como CPF, RG e nomes do pai e da mãe. "Isso mostra também uma falha das operadoras de comunicação em firmar esses contratos", pontua.

Como se não bastasse uma fraude, a agente descobriu uma segunda. A mesma mulher contratou o serviço de TV a cabo de outra operadora um mês depois. O fato foi denunciado pelo proprietário da casa onde a investigada morava.

"Ele me apresentou o boleto com o meu nome e eu percebi que era aquela mesma mulher dando outro golpe", indigna-se a escrivão. "Acho que ela foi muito corajosa, em fazer duas vezes. E ainda usar os dados de uma policial".

Os casos viraram dois inquéritos. Segundo o responsável pelas investigações, delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa da suspeita. Na residência foram apreendidos objetos relacionados a estes delitos, como receptores de TV a cabo, controle e antenas, além de várias anotações sobre os dados da policial civil.

"Certamente a indiciaremos por estelionato e falsidade ideológica. São dois inquéritos distintos, mas já se materializou os dois delitos", sustentou o delegado.

A escrivã diz que espera justiça. "Ela deve responder em liberdade, já que não houve flagrante, mas vai responder. Eu não quero nada mais que seja feita justiça".

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