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Como a São Paulo Fashion Week influencia no comércio de bairro? Entenda

Da redação
Atualizado em 29/10/2018 às 14:25

Foto: João Alvarez/Sebrae
O mercado fashion brasileiro funciona de forma diferente do exterior. Se as semanas de moda internacionais anunciam tendências com um ano ou até mesmo um ano e meio de antecedência, no Brasil os eventos tiveram que se adaptar ao ritmo exigido pelos consumidores, que em geral não querem esperar para adquirir as peças mostradas nas passarelas. Mas, será que os grandes desfiles têm interferência naquela lojinha do seu bairro?

A São Paulo Fashion Week, por exemplo, se reinventou há algumas edições, e uma das mais importantes mudanças foi não exigir que os estilistas desfilassem coleções “Primavera-Verão” ou “Outono-Inverno”. Esta escolha fica a critério de cada marca e da forma como cada uma delas trabalha.

Muito do que se vê na SPFW é fruto de estudo e pesquisa dos estilistas nas semanas de moda internacionais, assim como acontece com as maiores marcas, inclusive baianas. Isso quer dizer que as mais antenadas e que trabalham com mais antecedência provavelmente montarão suas vitrines com peças contendo algumas das tendências.

A grande indústria têxtil brasileira utiliza o que se viu na SPFW para basear suas próximas criações. As marcas produtoras e atacadistas que preferem aguardar as semanas de moda nacionais já finalizam suas coleções de inverno a partir das informações passadas durante os dias do evento. Itens como os tricôs sobre um ombro só marcados por largos cintos, peças em algodão e camisas no estilo “western” estarão entre as mais requisitadas de maio a julho.

LOJINHAS E COMÉRCIO DE RUA 

Já as empresas de menor escala, mas ainda com força e agilidade para produzir e vender no fim do ano, nos próximos dias iniciam as suas criações baseadas nas informações da São Paulo Fashion Week. Além de trabalhar nos conceitos das peças de verão apresentadas, elas também pegam influências do inverno como as franjas por exemplo.

Por último existe o comércio de rua – produções familiares e pequenas fábricas que abastecem lojas de bairro e os famosos camelôs de cidades como Salvador. Aqui, vale ficar atento e garimpar: a rapidez com que este mercado consegue entregar “produtos desejo” para o consumidor é impressionante. Desde o vestido usado por uma celebridade até as tendências das passarelas, tudo serve de inspiração para estes produtores.

Já para as pequenas lojas, é bom lembrar que na moda tudo se reinventa. É bem provável que elas tenham em seus estoques itens que foram sucesso nos desfiles como peças listradas ou em xadrez e looks monocromáticos, que já foram tendência na estação passada. Neste caso, basta parar, estudar um pouco sobre as referências no blog Além das Passarelas e ajustar os manequins de frente de loja com o que foi mais comentado. Certamente haverá muito da SPFW nas ruas de Salvador nos próximos meses, o importante é ficar atento e primar pela qualidade das peças.

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