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Principais produtos ficam de fora de acordo para redução de açúcar

Fonte: Uol
Atualizado em 27/11/2018 às 9:35

Foto: Imagem ilustrativa
O Ministério da Saúde e a indústria de alimentos assinaram um acordo na segunda-feira (26/11) para reduzir a quantidade de açúcar em alimentos industrializados. Anunciado pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi, o documento prevê reduzir em 144 mil toneladas a quantidade de açúcar consumida nos próximos quatro anos no país.

A redução equivale a cerca de 1,5% da ingestão de açúcar advinda de alimentos processados no país. O ministério estima que cada brasileiro consuma, em média, 80 gramas de açúcar por dia –36% dos quais, provenientes de alimentos industrializados.

Mas diversos dos produtos mais vendidos no país, inclusive os mais consumidos por crianças, devem passar ao largo do acordo. Refrigerantes da Coca-Cola, por exemplo, têm 10,5 gramas de açúcar para cada 100 mililitros. Ela já escapa hoje, por 0,10 grama, da meta estabelecida para refrigerantes em 2022, de 10,6 gramas. Outro exemplo de alimento que escapará é o Nescau, que tem 75 gramas de açúcar para cada 100 gramas do produto, abaixo do limite de 85 gramas estabelecido para 2022.

Alguns limites de açúcar em produtos industrializados previstos no acordo:

Refrigerantes: 11 gramas por 100 mililitros até o fim de 2020 e 10,6 gramas por 100 mililitros até o fim de 2022 Achocolatados: 90,3 gramas a cada 100 gramas até o fim de 2022

Biscoitos recheados: 36,4 gramas a cada 100 gramas até o fim de 2020

Iogurtes e outros leites fermentados: 14,5 gramas a cada 100 gramas até o fim de 2020 e 12,8 gramas a cada 100 gramas até o fim de 2022

O Brasil já é o quarto país com a maior ingestão de açúcar no mundo, segundo dados da Sucden, líder global nesse mercado. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o consumo de açúcar não ultrapasse 10% do total de calorias ingeridas, o que dá em torno de 50 gramas no caso de um adulto, mas no país esse índice chega a 16%.

O Ministério da Saúde calcula que três em cada quatro mortes no Brasil sejam decorrentes de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e câncer. Os dados mais recentes mostram que 18,9% dos brasileiros estão obesos e que 54,9% apresentam sobrepeso.

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