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Festa de Portão mantém tradição com a beleza do cortejo cultural

Fonte: ASCOM PMLF
Jornalista Giovanna Reyner
Atualizado em 10/12/2018 às 22:45

Foto: Rafael Magno
Com vassouras e vasos repletos de água de 6 as baianas abriram alas para o cortejo da Grande Festa de Portão passar tomando a rua Queira Deus, na manhã deste domingo (9), com todas as cores e sons característicos da diversidade cultural de um dos bairros mais antigos de Lauro de Freitas. A festa, tradicional em sua 38ª edição, movimentou a localidade com alegria, irreverência e paz atraindo famílias, jovens e idosos a caminhar para juntos lavar as escadarias da Igreja de Santo Antônio.

Foto: Rafael Magno
Ao lado de vereadores e secretários, a prefeita Moema Gramacho recebeu o carinho da população. "Ela é mulher guerreira, eu vim aqui pra dar um abraço nela", contou Berenice de Jesus, moradora do bairro há 32 anos. Já Sara Vieira levou o pequeno Ian para cumprimentar a prefeita e aproveitou para fazer a selfie. "Essa já vai para o Instagram", contou sorrindo.

Foto: Rafael Magno
Para Moema a festa é um resgate da cultura, uma forma de reafirmar a identidade do bairro. "Portão tem uma riqueza cultural muito diversa e sólida. Uma festa feita para a família e com paz", disse. O secretário de Cultura e Turismo, Manoel Carlos reafirmou o compromisso da gestão com a manutenção das tradições culturais. "Essa é mais uma festa em que o município mantém sua identidade e a nossa preocupação é fazer cada ano melhor", afirmou.

De acordo com o historiador e professor Gildásio Freitas, a festa de Portão se reinventou após o fortalecimento do Carnaval de Lauro de Freitas no centro da cidade. Freitas conta que a população se reuniu para fazer uma festa fora de época que deu certo. "E como tudo na Bahia tem lavagem, resolveram também lavar as escadarias da Igreja de Santo Antônio que é padroeiro do bairro", relatou. 

Por todo trajeto, os moradores saiam às portas e janelas de suas casas para ver os grupos percusivos, capoeiristas, dançarinos do Afro Bankoma e Azânia além da Fanfarra Renovação da Bahia passar. "É uma alegria sem fim, estou aqui esperando minha neta desfilar", contou Olga Rosa, sentada na varanda de casa. Sua vizinha, Ana Souza também esperava ansiosa pelo filho Marcos. O jovem entoava o som do berimbau enquanto os capoeiristas gingavam na roda. "Meu filho é minha inspiração, eu tenho que prestigiar", disse. 

Raquel Santos, baiana e filha de santo do Terreiro São Jorge Filhos da Goméia declarou que o momento é esperado pela comunidade o ano inteiro. "Essa é a festa rica, popular e familiar em que nosso povo se vê, se encontra, se abraça. E também é essa a nossa mensagem, paz e respeito sempre", disse. Raquel também explicou como são feitas a água que é tão disputada pelo povo. "Na água de cheiro colocamos essência, folhas e, o mais importante, fé", explicou. 

A festa, iniciada no sábado (8), seguiu também pela noite deste domingo (9) com a apresentação de bandas locais. Nomes como Ju Cobra, Pegadeira, O Print e Samba do Pretinho animaram a lavagem que seguiu sem ocorrências policiais e também sem chamadas emergências. A festa conta com parceria da Associação de Festejos de Portão e do Conselho Municipal de Cultura e apoio das secretarias municipais.

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