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Prefeita de Lauro de Freitas integrará Frente em Defesa do Financiamento da Educação

Fonte: ASCOM PMLF
Jornalista Giovanna Reyner
Atualizado em 06/12/2018 às 20:35

Fotos Lucas Lins
A prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, foi eleita representante dos gestores públicos municipais que irão compor a Frente Baiana em Defesa do Financiamento da Educação na luta pelos recursos dos royalties do petróleo, precatório do Fundef e Fundeb permanente. A ação foi lançada na tarde desta quinta-feira (6), durante o I Encontro da Federação dos Trabalhadores da Educação Pública Municipal da Bahia (FTE-BA), realizado no Hotel Intercity, em lauro de Freitas, que contou com a participação dos trabalhadores da educação de cinco cidades baianas.

Para Moema, o encontro é um marco que reflete a resistência dos estados nordestinos na organização da luta diante da atual conjuntura política e econômica que atinge e tenta desmontar a escola pública. “A FTE trouxe esse tema que precisava ser melhor discutido e tratar de questões de forma permanente e ampla com debate democrático”, disse.

Moema enfatizou ainda o momento oportuno do lançamento da Federação, “quando estão extinguindo o Ministério do Trabalho e colocando os sindicatos debaixo do braço de Moro para serem também extintos, ou pelo menos extintos os combativos e mantidos os pelegos”.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Lauro de Feitas (Asprolf), um dos cinco sindicatos que compõe a FTE, Valdir Silva, a Frente percorrerá os estados do Nordeste do Brasil. O próximo encontro está previsto para dia 10 no Maranhão. “Vamos em busca do que é nosso, não vamos recuar nem andar para trás. Nossa intenção é fazer uma corrente e impedir que nossas riquezas sejam entregues”, frisou.

Valdir lembrou que em Lauro de Freitas o compromisso da gestão com a educação colocou a cidade em destaque no cenário nacional. “Nosso diálogo é constante com a gestão pública municipal. O governo da prefeita Moema é progressista e tem cumprido seu papel. Em 2017 e 2018 avançamos com a conquista de enquadramentos, piso salarial, adicional de 15% para profissionais que lidam com alunos com necessidades especiais e estamos caminhando em outras frentes”, afirmou.

O secretário municipal da Educação, Paulo Gabriel Nacif, disse que o encontro é um marco histórico que deve agregar mais municípios na luta em breve. “Essa organização é semelhante à criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), uma reunião formada pela base”, disse. Nacif também pontuou a necessidade da luta pra evitar a privatização da educação brasileira, o desmonte do Estado e a entrega do pré-sal e, para ele, a única forma de fazer isso é investir em educação. “É fundamental que esse debate seja estabelecido e que façamos a disputa”, frisou.

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