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Profissionais de saúde de Lauro de Freitas participam de capacitação para profilaxia antirrábica

Por: Giovanna Reyner

Foto:Edgard Copque

Mais de duzentos profissionais entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem da rede municipal e privada de saúde de Lauro de Freitas lotaram o auditório da Unime, nesta terça-feira (24), para o aprimoramento do manejo clínico da profilaxia antirrábica em casos de pessoas atacadas por cães e gatos ou ainda que tiveram contato com morcegos. Durante toda a manhã, a capacitação abordou o histórico da doença no país, formas de tratamento e cuidados, além de orientações sobre o preenchimento adequado das fichas de notificação da doença. 

Durante o encontro, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesa), foi apresentado aos profissionais o protocolo de profilaxia da raiva, ou seja, como o profissional de saúde deve proceder no atendimento ao paciente em casos de acidentes dessa natureza. "O profissionais deve saber, por exemplo, se a pessoa sofreu ou não o ataque ou ainda se teve contato com o animal agressor, quando deve ou não ministrar a vacina ou soro antirrábico ao paciente”, explicou o coordenador da Vigilância Epidemiológica (Viep) da Sesa, Daniel Assis. "Se o tratamento for realizado em tempo, a possibilidade de a pessoa desenvolver a doença é mínima. Nosso foco é manter nossos profissionais qualificados”, completou.

O atendimento antirrábico humano é composto por soro e vacina, além da observação do animal, se possível, e do paciente. O enfermeiro da Viep e palestrante, Lucas Meira, deu orientações sobre a ficha de classificação, que deve ser preenchida corretamente para ser identificada a complexidade do acidente para os primeiros socorros. “Primeira coisa após a mordedura de um animal é lavar o local com água e sabão para poder limpar das bactérias e procurar o atendimento médico para poder ser feito o atendimento, e de acordo com a avaliação do caso, se grave ou leve, se há necessidade de ser feito o soro ou só observação", destacou.

A profilaxia inclui, além de um esquema de vacinações, a infusão de anticorpos que ajudam o organismo a combater o vírus da raiva. O assunto foi abordado pela médica de emergência Silvana Oliveira. A doença é considerada grave e pode provocar em muitos casos a morte do paciente. A capacitação segue nesta quarta-feira (25) com a mesma programação para profissionais de outras unidades.

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