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Categoria excluída: Comitê Paralímpico pede que US Open mantenha cadeirantes em 2020

Foto: Reprodução / Instagram

O US Open, assim como outros grandes eventos esportivos do tênis, possuem em suas edições a categoria de paratletas nas disputas. Entretanto, mesmo com o torneio confirmado para acontecer em agosto, a chave da modalidade para deficientes foi retirada da programação. Com isso, a Federação Internacional de Tênis (ITF) e o Comitê Paralímpico Internacional (CPI) solicitaram que o retorno da categoria seja considerado pela organização da competição. 

O tenista paraolímpico Dylan Alcott foi quem iniciou a contestação sobre a exclusão da modalidade na edição do US Open deste ano. “Acabaram de anunciar que o US Open será disputado sem o tênis em cadeira de rodas. Os jogadores não foram consultados. Eu imagino que tenha feito o suficiente para estar classificado: sou bicampeão e número 1 do mundo. Mas, infelizmente, eu não consegui fazer a única coisa que importa: ser capaz de andar. Discriminação intragável”, criticou o paratleta. 

O jogador ainda completou dizendo que o fato de ser deficiente não significa que sua saúde poderia ser um empecilho para competir no momento. “(...) por favor, não digam que eu sou grupo de risco porque sou deficiente. Eu sou deficiente sim, mas isso não me faz doente. Estou mais em forma e saudável que quase todos que estão lendo isso agora. Não há riscos adicionais” publicou o tenista no Twitter.

Nesta quinta-feira (18), a ITF divulgou uma nota declarando que está em contato com a organização do US Open discutindo a possibilidade da modalidade para cadeirantes retornar. “A ITF entende e compartilha a decepção sentida por muitos por não ser possível para o US Open deste ano sediar um evento em cadeira de rodas. Apreciamos plenamente os enormes desafios logísticos enfrentados pelos organizadores em tempos sem precedentes. É certo que, em meio a uma pandemia global, a segurança de todos os concorrentes deve ser a primeira e única prioridade”, divulgou a Federação.

O presidente da CPI, o brasileiro Andrew Parsons, também se posicionou sobre a situação. “O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) está desapontado com a decisão do US Open de não incluir o tênis em cadeira de rodas no evento de setembro, uma decisão que deixou a comunidade de atletas muito irritada. Instamos os organizadores reconsiderem essa decisão, que pode potencialmente desfazer anos de grande trabalho para promover e mostrar o esporte do tênis em cadeira de rodas”, defendeu Parsons.

As entidades aguardam posição da Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA) para incluir novamente a modalidade dos paratletas no US Open. O evento está programado para acontecer entre 31 de agosto e 13 de setembro em Nova York (leia mais).

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