DESTAQUE

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Coronavac tem menor efetividade entre idosos de mais de 80 anos do que mostrou estudo clínico do Butantan, diz pesquisa


A jornalista Mônica Bergamo publicou em sua coluna, na Folha de São Paulo, nesta última terça-feira (18/5), a informação de que um estudo feito pelo Vebra Covid-19, que reúne cientistas de instituições nacionais e internacionais, está pesquisando a efetividade da Coronavac entre idosos de mais de 70 anos depois que a vacina foi aplicada massivamente no Brasil.

Os dados iniciais mostram que a efetividade entre os que têm mais de 80 anos foi menor que a eficácia global encontrada nos estudos clínicos realizados pelo Instituto Butantan no Brasil, de 50,7%.

Já nas faixas mais próximas dos 70 anos, a efetividade bateu com a do estudo feito pelo Butantan. A pesquisa está sendo finalizada e deve ser divulgada na próxima semana.

Para chegar aos resultados e verificar o impacto real da vacinação na redução de casos (ou seja, a efetividade do imunizante), os cientistas pesquisaram os resultados de testes para a Covid-19 de todos os bancos de dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

Os exames foram feitos em pessoas com sintomas da doença e que buscaram as unidades para fazer o teste e confirmar se estavam ou não infectadas. A pesquisa não revela o que aconteceu depois que a pessoa fez o teste —se seguiu com sintomas leves ou se a doença agravou.

Um dos objetivos das vacinas, além de tentar evitar a infecção, é prevenir o agravamento e os óbitos causados pelo novo coronavírus.

NO BRASIL 

A proporção de mortos por Covid-19 entre os maiores de 80 anos, faixa etária com a vacinação contra a doença em etapa avançada, caiu quase 60% entre janeiro e abril no Brasil.

VEBRA

O Vebra Covid-19 é formado por pesquisadores da Fiocruz, das universidades norte-americanas de Stanford, Yale e Flórida, da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto de Saúde Global de Barcelona e da Secretaria de Saúde de SP.